Quero estender os ‘querer’
Na varanda e secar com o vento
Levar o dia a pampa
E não se preocupar com o tempo
Quero lavar a calçada do medo
Com a água do córrego
E deitar no lampejo
E as noites no teu ombro
Quero que metade das laranjas pereça
E a outra metade que tenha sementes
Quero de vez em outra tu desapareça
Mas que volte com o sorriso entre os dentes
Pois metade de mim é confusa
E a outra cheia de certeza
Metade de mim é frutificavel
No entanto a outra putrefata
Mas que me perdoe pois
Metade de mim te deixa
E a outra não encontra saída
Porque:
Metade de mim é amor e a outra metade também
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