quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Indigestão

E se as aparências são só figuras

O que você espera dos tecidos?

O que pretende com as falas?

E com os modos precisos?


O que se mede ao olhar

Que não vê ao conhecer

Se não me pede para contar

E não quer entender


Já tens seus conceitos

Seus óbvios vivedos

As pose, as mascaras

Embutem o medo


Mas nada paga

E muito menos apaga

O que se sente

E o que se vive


Eu colho o que planto

As conseqüências

Faço em mesa

O principal prato


Irei dormir de barriga cheia

E com a cabeça pesada no travesseiro

Pra quem acredita no alem do obvio

Algumas coisas custam caro


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