. Dos que perdem aos que sobem ao podium, qual a diferença e dos ambíguos dos tantos?
Eis que a crença no próximo é só ilusória pra canto diário
Do ego fanático e dos planos herméticos
Eu que queria ver os frutos, vi putrefato deitados no chão
E o que diriam os reis se me vissem assim estirada a mãos
Do acaso tanto quanto aguardo
e guardo no em vão
Desde quando?
Esses talos me cortaram pela raiz e me fizeram meretriz dos desejos de outrem
Eu que enfrentava os portais esfinges dos homens com a paz no coração
Permaneço na estática imóvel entrelaçada nas camas que eu mesma teci
Foram passear e encontraram a vida
E eu que morra
Morri as porções pra viver o que era do carnal
Eu que nem via o sol, queimei por apenas querer o ver
E os meus dons se afogaram no mar de ilusão
Tentei nadar contra as máres, mas a areia escorria na ampulheta
E pra mim nada
Aquele não: ascendeu em um abaixar de mentes
E acenos dos quais apenas eu correspondia
O que será que o mundo vê que me tapa a vista?
Poderia alegar se o grito dos meus fantasmas tomasse forma
E eu que não sabia onde pisar
No fato pus a imaginação
Dos belos sonhos olhando as estrelas antevi
Todos os que pedi
Arrependimentos no corte beberam meu orgulho
E minha vergonha ficou escorreu entre os dedos
Não permaneceu nenhum dos bravos
Apenas os covardes que se desfarão em cores amarelas
Ficam entre a multidão rezando para serem penas
Que todos passem e não percebam as suas presenças
Eu que era o ato singular
Hoje não sou nada mais que o ponto final
Do qual apenas se faz uso no fim dos acontecimentos
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